A resposta curta é: sim, o Open Finance é seguro. Ele foi criado e é regulado pelo Banco Central, segue normas técnicas rígidas e opera com base em autorização explícita do usuário, criptografia e conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Para entender o conceito geral e o papel do Open Finance na gestão financeira moderna, vale começar pelo guia completo sobre
Open Finance.
Resumo
Por que o Open Finance é considerado seguro?
O Open Finance no Brasil não é uma iniciativa privada isolada. Ele é um sistema estruturado e supervisionado pelo
Banco Central do Brasil, que definiu regras técnicas, operacionais e jurídicas para todos os participantes.
Somente instituições autorizadas pelo Banco Central podem participar do Open Finance. Isso inclui bancos, instituições de pagamento e plataformas financeiras que atendem a requisitos rigorosos de segurança da informação.
Como funciona a autorização no Open Finance
Diferente de modelos antigos, no Open Finance o controle dos dados é sempre do usuário. Nenhuma informação é compartilhada sem consentimento.
O processo de autorização segue três princípios básicos:
- Você autoriza o compartilhamento dentro do aplicativo ou internet banking do seu banco, em um ambiente que já conhece.
- Antes de confirmar, é possível revisar quais dados serão compartilhados, por quanto tempo e com qual finalidade.
- A autorização pode ser cancelada a qualquer momento, diretamente no banco de origem.
Ou seja: nenhuma plataforma “puxa” dados sem que o titular aprove explicitamente a conexão.
Segurança técnica: como os dados são protegidos
A troca de informações no Open Finance utiliza padrões avançados de segurança, semelhantes aos adotados pelo sistema bancário tradicional.
Os principais pilares técnicos de segurança incluem:
- Criptografia de ponta a ponta, que impede a leitura dos dados por terceiros.
- APIs padronizadas, que reduzem riscos de falhas e acessos indevidos.
- Monitoramento constante por parte das instituições participantes.
Além disso, todo o compartilhamento de informações é protegido pela Lei do Sigilo Bancário e pela
Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), instituída pela
Lei nº 13.709/2018.
Open Finance, contabilidade e BPO financeiro
No contexto da contabilidade e do BPO financeiro, a segurança do Open Finance é um fator-chave para viabilizar automação e escala sem comprometer a confidencialidade das informações.
Ao permitir o acesso autorizado a extratos e movimentações, o Open Finance elimina a necessidade de envio manual de documentos, melhora a qualidade dos dados e reduz erros operacionais — como detalhado no conteúdo sobre
Open Finance no BPO financeiro.
Esse mesmo princípio é o que possibilita a conciliação bancária com Open Finance, onde segurança e automação caminham juntas.
Open Finance é mais seguro do que enviar extratos por e-mail?
Na prática, sim. O envio de extratos por e-mail, WhatsApp ou upload manual envolve riscos como:
- Arquivos desatualizados ou incompletos;
- Exposição indevida de informações;
- Erros de versionamento;
- Falta de rastreabilidade.
No Open Finance, os dados trafegam de forma criptografada, com autorização formal e registro do consentimento, oferecendo mais controle, transparência e segurança.
Conclusão
O Open Finance é seguro porque foi desenhado desde o início com foco em controle do usuário, normas rígidas do Banco Central e proteção jurídica pela LGPD. O compartilhamento de dados acontece apenas com consentimento explícito, pode ser interrompido a qualquer momento e utiliza padrões técnicos avançados de segurança.
Mais do que uma inovação tecnológica, o Open Finance representa um novo modelo de confiança, transparência e eficiência na gestão financeira. Para aprofundar o tema e entender como ele se conecta à automação e à tomada de decisão, vale revisitar o guia completo sobre
Open Finance.



