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Open Finance para empresas: como funciona na prática (e por que muda a gestão financeira)

O Open Finance permite que empresas (Pessoa Jurídica) compartilhem, com consentimento explícito, dados financeiros entre instituições autorizadas, de forma segura e via APIs padronizadas.
Na prática, sua empresa autoriza — diretamente no app do banco — que outra instituição acesse informações como cadastro, transações, limites e histórico de crédito para melhorar ofertas e automatizar rotinas.

Esse movimento é regulado pelo Banco Central do Brasil e foi criado para aumentar a concorrência, impulsionar inovação e permitir que empresas tenham melhores serviços financeiros com mais controle e transparência.
Para a rotina de quem faz gestão financeira ou opera BPO financeiro, o Open Finance é um divisor de águas: ele viabiliza conciliação automática, centralização de contas e uma operação mais escalável.


Fonte oficial (Banco Central): entenda o Open Finance diretamente no regulador: Open Finance — Banco Central do Brasil.

Neste guia, você vai entender como funciona o Open Finance para empresas na prática, quais dados podem ser compartilhados, como o consentimento funciona (LGPD), onde entra a iniciação de pagamentos (Pix, Pix Automático etc.) e como a Plataforma BPO Suite do Contbank se conecta a esse novo cenário.

O que é Open Finance para empresas (Pessoa Jurídica)

O Open Finance é um sistema em que uma empresa pode autorizar o compartilhamento de dados financeiros entre instituições, com o objetivo de receber serviços melhores: crédito mais rápido, taxas menores, experiências mais simples e soluções integradas de gestão.

Pense assim: se hoje o seu histórico fica “preso” em um banco, no Open Finance você decide quando e com quem compartilhar esse histórico. Isso aumenta seu poder de escolha — e reduz burocracia. Se você quiser reforçar a base antes de avançar, veja também nosso artigo principal: Open Finance: o que é.

Como o Open Finance funciona na prática para empresas

Na prática, o Open Finance funciona por meio de um fluxo de autorização digital e temporária, com troca segura de dados por APIs.
Veja os passos essenciais:

1) Consentimento explícito (LGPD): a empresa controla o compartilhamento

O compartilhamento acontece apenas com consentimento. A empresa escolhe: quais dados serão compartilhados (cadastro, transações, crédito, câmbio etc.),
por quanto tempo e com qual instituição. E pode revogar a qualquer momento.

2) Autenticação digital: sem enviar senhas para terceiros

O processo é feito nos canais oficiais (app/internet banking) da instituição de origem. Ou seja, a empresa autoriza a conexão sem precisar enviar senha para outra plataforma.

3) Integração por APIs: troca automatizada e criptografada

A troca de informações é feita por APIs padronizadas e com camadas de segurança. Isso reduz a necessidade de “exportar planilhas”, “baixar OFX manualmente” e outras rotinas que geram retrabalho.

4) Iniciação de pagamentos: pagamentos dentro da jornada (Pix e evoluções)

Além de dados, o Open Finance também viabiliza a iniciação de pagamentos — isto é, permitir que o pagamento seja iniciado dentro de um fluxo integrado, sem depender de múltiplas telas, copiando e colando dados.

Isso abre caminho para experiências mais simples e seguras de pagamento, incluindo evoluções como Pix por aproximação, Pix Automático e outros modelos de débito autorizado na jornada.

Quais dados uma empresa pode compartilhar no Open Finance?

Em geral, o Open Finance pode envolver grupos de dados como:

  • Dados cadastrais (informações da empresa, perfil, contas)
  • Dados transacionais (extratos, lançamentos, movimentações)
  • Dados de crédito (histórico, limites, perfil de risco)
  • Dados de câmbio (quando aplicável)
  • Iniciação de pagamentos (execução/integração de pagamentos dentro de fluxos)

O ponto-chave é: a empresa escolhe o que compartilhar, por quanto tempo e com quem.

Vantagens do Open Finance para empresas

O Open Finance não é “moda”. Ele resolve dores reais do dia a dia da empresa — e muda a forma de gerir finanças.
Veja as principais vantagens:

Crédito mais rápido e, potencialmente, mais barato

Com acesso ao histórico real e consolidado, instituições podem analisar risco com mais precisão.
Isso tende a agilizar aprovação e abrir caminho para condições mais competitivas.

Gestão financeira integrada (consolidação de múltiplas contas)

Empresas que usam mais de um banco conseguem consolidar a visão financeira.
Isso melhora fluxo de caixa, reduz “buracos” na conciliação e acelera decisões.

Produtos e serviços mais personalizados

Ofertas de conta, cartões, seguros, investimentos e serviços podem ser ajustadas ao perfil real da empresa,
não apenas ao “score genérico”.

Mais eficiência operacional (menos planilhas, menos retrabalho)

Quando os dados se conectam, o time financeiro (interno ou terceirizado) gasta menos tempo “montando informação”
e mais tempo analisando e decidindo.

Open Finance e conciliação bancária: o salto de produtividade

A conciliação bancária é uma das rotinas mais críticas (e mais desgastantes) da gestão financeira. Sem conciliar, relatórios como fluxo de caixa e DRE gerencial ficam incompletos. Com o Open Finance, a tendência é reduzir trabalho manual e acelerar o ciclo: dados chegam mais rápido, com menos fricção, e a operação passa a ser mais “em tempo real”.

Esse tema se conecta diretamente ao nosso pilar de gestão financeiraGestão Financeira: como organizar e escalar .

Open Finance e BPO financeiro: como muda o jogo para contadores e BPOs

Para escritórios contábeis e empresas que prestam BPO financeiro, o Open Finance cria um novo padrão operacional: menos dependência de envio de extratos, menos coleta manual, mais consistência e possibilidade real de escalar carteira.

Quando combinado com rotinas automatizadas (pagamentos, cobranças, categorização e relatórios), o Open Finance vira um motor de produtividade. É por isso que a Plataforma BPO Suite do Contbank é tão relevante: ela foi desenhada para centralizar a operação e evoluir com integrações, automações e camadas de inteligência.

Se você quer entender a estrutura completa do BPO digital, veja: Plataforma de BPO Financeiro: o que é, como funciona e por que sua empresa precisa .

Open Finance é seguro? Como funciona consentimento e conformidade

Open Finance foi criado para ser seguro por design: compartilhamento controlado, padronização, autenticação digital e participação restrita a instituições autorizadas.

Na prática, a empresa mantém o controle porque o compartilhamento depende de consentimento explícito (em linha com a LGPD) e pode ser revogado a qualquer momento. Além disso, os fluxos ocorrem por canais oficiais, sem exigir envio de senhas para terceiros.

Para detalhes oficiais sobre estrutura, objetivos e funcionamento, consulte o Banco Central: Open Finance — BCB .

Open Finance e a próxima onda: Pix Automático, pagamentos integrados e recorrência

O Open Finance também reforça a tendência de pagamentos cada vez mais integrados ao fluxo do negócio. Isso inclui jornadas mais simples para receber (ex.: Pix) e evoluções que reduzem fricção na cobrança recorrente, como autorizações automáticas e pagamentos iniciados dentro do ambiente da empresa.

Para operações de BPO e escritórios, isso pode significar: mais recebimento em dia, menos inadimplência e processos mais previsíveis, com menos intervenção manual.

Como o Contbank se posiciona: Open Finance aplicado à Plataforma BPO Suite

O Contbank nasceu no universo transacional e evoluiu para uma plataforma de gestão.
A Plataforma BPO Suite do Contbank se conecta a essa nova realidade ao oferecer uma base operacional de execução e controle (pagamentos, cobranças, extratos e relatórios) pronta para evoluir com integrações e automações, tornando a gestão financeira mais eficiente para empresas e permitindo escala para contadores e BPOs.

Para quem quer acelerar execução e ativação de clientes, vale conhecer o programa: Desafio BPO 2026.

FAQ — Open Finance para empresas

  1. O que é Open Finance para empresas?
    É um sistema que permite que a empresa compartilhe, com consentimento, dados financeiros entre instituições autorizadas
    por meio de APIs, para obter melhores serviços, crédito e gestão integrada.
  2. Preciso fornecer senha para usar Open Finance?
    Não. A autorização é feita pelos canais oficiais (app/internet banking) da instituição de origem, sem envio de senhas para terceiros.
  3. Quais são os benefícios do Open Finance para a gestão financeira?
    Consolidação de contas, conciliação mais eficiente, melhor visão do fluxo de caixa e possibilidade de receber ofertas mais competitivas de serviços e crédito.
  4. Open Finance é seguro?
    O sistema é regulado pelo Banco Central e depende de consentimento explícito. A empresa escolhe quais dados compartilhar, por quanto tempo e pode revogar a qualquer momento.
  5. Como o Open Finance ajuda o BPO financeiro?
    Ele reduz fricção para obter dados bancários, melhora conciliação, aumenta confiabilidade das informações e viabiliza escala operacional.

Conclusão

O Open Finance já é uma peça central do futuro da gestão financeira no Brasil. Para empresas, ele facilita integração, melhora acesso a crédito e reduz burocracias. Para contadores e BPOs, ele abre caminho para uma operação mais escalável, com menos trabalho manual e dados mais confiáveis.

Se você quer conectar Open Finance com execução prática, automação e visão gerencial, faz sentido conhecer como a Plataforma BPO Suite do Contbank se posiciona nesse cenário, unindo gestão financeira, rotinas operacionais e evolução para integrações e inteligência.

Continue nos artigos principais do Contbank: Gestão Financeira, BPO Financeiro , Open Finance e Contabilidade Online.

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